builderall

Camila Klein nega acusação, diz que aplicativo de seguradora possui erro e afirma que processará empresa



O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acolheu um pedido da SulAmérica e determinou o bloqueio de R$ 30 mil da conta da arquiteta Camila Klein. A empresa de seguros acusa a arquiteta de fraudar reembolsos de consultas psiquiátricas.


O valor bloqueado refere-se a 60 solicitações de reembolso, cada uma no valor de R$ 500, feitas por Camila entre março e agosto deste ano. A 6ª Câmara de Direito Privado também suspendeu outros 15 pedidos ainda não pagos pela seguradora.


Embora o mérito do caso ainda não tenha sido julgado, o relator do processo, Ramon Mateo Júnior, afirmou que "os documentos apresentados são substanciais e, no mínimo, indicam a possibilidade de fraude".


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou a abertura de inquérito policial para investigar possíveis crimes de estelionato e falsificação de documentos.


Camila Klein, quando questionada, negou as acusações e afirmou que o aplicativo da SulAmérica, utilizado para solicitar os reembolsos, apresenta falhas. Segundo ela, o sistema não confirma o recebimento dos pedidos, resultando na duplicação dos mesmos. Ela declarou que processará a empresa.


Na ação judicial, a SulAmérica afirmou que Camila submeteu 75 recibos e comprovantes de pagamentos de consultas psiquiátricas com indícios de falsificação. A seguradora, ao suspeitar de fraude, entrou em contato com o médico que supostamente havia emitido os recibos.

O médico, por sua vez, negou ter emitido os documentos. Além disso, a SulAmérica verificou os comprovantes de pagamento junto ao Bradesco, que informou que os documentos não seguiam os padrões do banco.


Ao ser contatada pela SulAmérica, Camila inicialmente alegou que o plano de saúde havia sido contratado sem sua autorização, utilizando uma assinatura falsificada, e que as solicitações de reembolso foram feitas por sua faxineira.


A seguradora, no entanto, anexou ao processo imagens do sistema de biometria facial do aplicativo, que mostram o rosto de Camila autenticando as solicitações, a maioria feitas durante a madrugada.

Em um segundo contato, Camila alegou que o erro estava no aplicativo, que duplicava os pedidos devido à falta de confirmação. Ela afirmou à coluna que sua faxineira era quem realizava as solicitações no aplicativo em seu nome.


No processo, consta que Camila ofereceu devolver os valores dos pedidos que ela desconhecia. A SulAmérica, porém, contestou essa versão.


?O argumento da autora não esclarece por que apresentou comprovantes de pagamento falsificados, já que as transações não foram validadas pelo banco?, diz o processo.


"As inconsistências são claras, uma vez que a ré, além de alegar falhas no sistema da autora ?o que não ocorreu?, afirma não ser a autora das fraudes, o que contradiz as provas coletadas através da biometria facial. Em todas as oportunidades, ela atribui as irregularidades a terceiros, o que é questionável", conclui o processo.